Em geral, nos questionários, quando a pergunta está bem formulada, não é necessário contar com instruções de resposta. Aliás, abra o olho, prudente leitor: se você sentir a necessidade de muitas instruções para facilitar o entendimento de uma pergunta, é melhor refazer o dever de casa e melhorar a redação da pergunta. As instruções devem ser lançadas como um último recurso e usadas com parcimônia. Mas às vezes não tem jeito: é necessário complementarmos o enunciado de uma pergunta com uma instrução para o respondente. Essa instrução pode servir para:

- definir o que deve ser incluído na resposta (por exemplo, se formos perguntar quantas pessoas moram na casa do respondente, precisamos informar a ele se deve ou não ser computada uma empregada que dorme lá de segunda a sexta-feira; se deve ou não ser computado um filho que esteja morando fora por uns tempos; se bebês entram nessa contagem ou não; etc.)

- explicar o formato de resposta (por exemplo, se a pergunta for qual o seu hobby favorito, o respondente deve assinalar apenas uma resposta? Tantas quantas queira? As três principais? Nesse caso, como ele deve preencher os espaços de respostas: com “x” ou com números (1, 2, 3,...) em ordem de preferência?)

Se você precisar passar orientações aos indivíduos pesquisados sobre como responder às perguntas, criterioso leitor, vá em frente, mas não se esqueça: de preferência, ponha a instrução no início da pergunta (e não no meio ou no fim). Agindo assim, maior é a chance de você conseguir que a informação seja lida e absorvida pelo respondente.

E lembre-se: a redação das instruções deve seguir os mesmos princípios que regem a redação das perguntas: ser específicas, concisas, simples, consistentes e sem rebuscamentos.

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